25 Capas de Álbuns Musicais que Revolucionaram o Design

25 Capas de Álbuns Musicais que Revolucionaram o Design

A experiência com um álbum musical começa muito antes de você apertar o play. Confira a nossa lista de capas revolucionárias e mergulhe na história de cada conceito gráfico.

Não importa a mídia utilizada, seja em vinil, CD ou o formato digital, a capa de um álbum musical é sempre a primeira forma de interação do artista com seu público.

Ao apreciar o conceito e analisar os detalhes gráficos de um álbum, você passa a compreender melhor a obra, como se compartilhasse a visão do músico sobre o projeto.

Selecionar 25 capas de álbuns que revolucionaram o design não é uma tarefa fácil. Desde a fantástica ideia de Alex Steinwess, em 1939, de transformar a embalagem dos discos em verdadeiras obras-primas de design, milhares de capas encheram os olhos dos fãs de música.

Por isso, preparamos uma amostra com algumas das capas de disco mais interessantes de todos os tempos. O critério utilizado nesta seleção prioriza a diversidade em todos os aspectos. Você vai conferir obras de vários artistas, de diferentes estilos musicais e gráficos, lançados em épocas distintas.

Inspire-se neste universo de obras fantásticas e conheça os designers e conceitos por trás de cada uma delas.

1. Smash Songs and Hits – Rodgers & Hart

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Capa do álbum “Smash Songs and Hits by Rodgers & Hart”, por Alex Steinweiss

Ano de Lançamento: 1940

Arte da Capa: Alex Steinweiss

Não há forma melhor de abrir nossa lista senão com a primeira arte de capa de disco da história. Em 1939, Alex Steinweiss teve a ideia de elaborar melhor as capas das produções musicais para representar visualmente o conteúdo musical e impulsionar as vendas dos discos com embalagens mais atrativas. No ano seguinte, ele assinou o projeto gráfico de Smash Songs and Hits by Rodgers & Hart.

O designer gráfico americano alterou o letreiro do Imperial Theatre, em Nova York, para que fosse exibido o nome do álbum da dupla. Após conduzir a sessão fotográfica e trabalhar no processo de edição, ele apresentou a arte final da capa de Smash Songs and Hits, revolucionando para sempre o design e a indústria musical.

2. Pressure & Time – Rival Sons

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Capa do álbum “Pressure & Time” (Rival Sons), por Storm Thorgerson

Ano de Lançamento: 2011

Arte da Capa: Storm Thorgerson

A nossa lista continua com uma obra-prima do lendário designer gráfico Storm Thorgerson, que produziu artes de discos para artistas como Pink Floyd, Led Zeppelin e Black Sabbath. Pressure & Time foi um dos últimos trabalhos de Thorgerson, que faleceu em 2013, e exibe um loop da imagem principal na cabeça de um homem.

De acordo com Storm Thorgerson, a imagem representa o medo e a preocupação de alguém que está prestes a descer uma escada, mas não sabe o que vai encontrar no final. Ou seja, tudo é possível. A perfeição do conceito e o nível de detalhes “ocultos” fazem desta capa um verdadeiro exemplo da capacidade artística de Thorgerson.

3. Breakfast in America – Supertramp

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Capa do álbum “Breakfast in America” (Supertramp), por Mike Doud e Mick Haggerty

Ano de Lançamento: 1979

Arte da Capa: Mike Doud e Mick Haggerty

A ideia da capa deste álbum foi criada pela própria banda, que queria algo que representasse os transtornos e mudanças que todos os membros estavam passando em virtude da troca de lar — da Inglaterra para os Estados Unidos.

O conceito foi traduzido em design pelos artistas Mike Doud e Mick Haggerty com uma imagem que mostra Manhattan como uma mesa de café-da-manhã. Vários ícones nova-iorquinos foram retratados com maestria pelo artista, como a própria Estátua da Liberdade, que é representada como uma garçonete que segura a jarra de suco de laranja. Breakfast in America venceu o Grammy de 1980 na categoria Melhor Capa de Álbum.

4. In the Court of the Crimson King – King Crimson

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Capa do álbum “In the Court of the Crimson King” (King Crimson), por Barry Godber

Ano de Lançamento: 1969

Arte da Capa: Barry Godber

In the Court of the Crimson King é o álbum de estreia da banda King Crimson, que teve destaque internacional não só pela qualidade do conteúdo musical, mas também pela capa incrível, produzida por Barry Godber. Este é o único design assinado por Godber, que exercia a profissão de programador e faleceu poucos meses após o lançamento do álbum.

A obra exibe um homem em agonia, com os olhos voltados para o lado e a boca aberta, em uma clara representação de dor e desespero. As cores aplicadas por Barry Godber dão o toque perfeito para a aura poderosa da imagem.

5. Alladin Sane – David Bowie

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Capa do álbum “Alladin Sane” (David Bowie), por Brian Duffy

Ano de Lançamento: 1973

Arte da Capa: Brian Duffy

A capa do álbum Alladin Sane ultrapassou os limites da própria obra para se tornar o símbolo de David Bowie. Ela exibe uma fotografia do músico de olhos fechados, com um raio vermelho em seu rosto e uma lágrima retida em seu peito.

Com influência minimalista e colocando o foco principal no personagem representado por Bowie, a arte de Brian Duffy alavancou o sucesso de Alladin Sane, e ajudou a consagrar um dos ícones visuais da música pop.

6. A Tábua de Esmeralda – Jorge Ben

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Capa do álbum “A Tábua de Esmeralda” (Jorge Ben), por Aldo Luiz

Ano de Lançamento: 1974

Arte da Capa: Aldo Luiz

A Tábua de Esmeralda é um dos discos mais complexos de Jorge Ben, lançado na época em que as influências místicas figuravam no cenário musical brasileiro com frequência. A arte da capa, produzida pelo designer Aldo Luiz, inclui referências a várias divindades e à própria Tábua de Esmeralda, de Hermes Trismegisto.

A capa deste álbum apresenta um nível de detalhes incrível. Todos os elementos gráficos da arte de Aldo Luiz — os cenários misteriosos e as ilustrações de divindades — mostram um trabalho incrível, com cores vibrantes e que se destacam sobre um fundo branco. O resultado é uma das melhores capas de disco da música brasileira.

7. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

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Capa do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (The Beatles), por Paul McCartney, Peter Blake, Jann Haworth e Robert Fraser

Ano de Lançamento: 1967

Arte da Capa: Paul McCartney, Peter Blake, Jann Haworth e Robert Fraser

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é um exemplo perfeito de sucesso gráfico e musical. A arte da capa foi elaborada pelos designers Peter Blake, Jann Haworth e Robert Fraser, a partir de um esboço do próprio Paul McCartney, e foi premiada com o Grammy de 1968, na categoria Melhor Capa de Álbum.

Nada representaria tão bem a megaprodução deste álbum quanto uma capa com 58 personagens e um número incrível de cores e elementos. Além de revolucionar o design com um trabalho gráfico minucioso, a arte da embalagem de Sgt. Pepper’s contribuiu para a marca de mais de 32 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro.

8. Ømni – Angra

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Capa do álbum “Ømni” (Angra), por Daniel Martin Diaz e Gustavo Sazes

Ano de Lançamento: 2018

Arte da Capa: Daniel Martin Diaz e Gustavo Sazes

Mais do que representar o metal brasileiro no cenário internacional, o Angra também costuma encantar sua legião de fãs com capas incríveis, baseadas na temática de cada álbum. No álbum Ømni, a arte da capa foi elaborada pelos artistas Daniel Martin Diaz e Gustavo Sazes.

O americano Daniel Martin Diaz é famoso por misturar conceitos científicos e filosóficos em suas obras — de anatomia a eletrônica, de geometria a física — e elaborou o conceito geral da obra gráfica. O designer brasileiro Gustavo Sazes ficou responsável por inserir a ideia de Diaz no visual do álbum. A arte da capa reflete a temática do projeto e do conteúdo musical: Ømni (Tudo, em latim).

9. Frank Sinatra Sings for Only the Lonely – Frank Sinatra

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Capa do álbum “Frank Sinatra Sings for Only the Lonely” (Frank Sinatra), por Nicholas Volpe

Ano de Lançamento: 1958

Arte da Capa: Nicholas Volpe

Ao longo desta lista, você vai conferir capas de álbuns que revolucionaram o design de diversas formas e que são mundialmente reconhecidas por diversos motivos, mas Frank Sinatra Sings for Only the Lonely é especial: venceu o primeiro Grammy da história, na categoria Melhor Capa de Álbum, em 1959.

O design da capa, desenvolvido pelo artista Nicholas Volpe, apresenta a imagem de Sinatra como um palhaço triste e solitário. A combinação de cores — um fundo preto sobreposto por losangos coloridos e a maquiagem vermelha do palhaço — capta bem a intenção da obra: confortar os corações entristecidos pela solidão.

10. Physical Graffiti – Led Zeppelin

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Capa do álbum “Physical Graffiti” (Led Zeppelin), por Peter Corriston

Ano de Lançamento: 1975

Arte da Capa: Peter Corriston

Em 1975, o Led Zeppelin já havia consolidado o status de superbanda depois de lançar 5 discos. Physical Graffiti foi o sexto álbum do grupo, e além de trazer faixas incríveis como Kashmir, o projeto também se destacou pelo incrível trabalho gráfico de Peter Corriston.

A capa deste álbum exibe um prédio real da cidade de Nova York, construído com blocos de cortiça marrom. Peter Corriston buscava uma construção simétrica e com detalhes interessantes para que pudesse incluir no design da capa. Missão cumprida. Nas janelas de cada apartamento é possível ver as letras que formam o nome do disco, enquanto o nome da banda aparece no topo do prédio, gravado na pedra.

11. Fragile – Yes

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Capa do álbum “Fragile” (Yes), por Roger Dean

Ano de Lançamento: 1971

Arte da Capa: Roger Dean

Fragile foi o primeiro projeto de uma parceria de mais de 40 anos entre a banda Yes e o designer Roger Dean, que viria a criar o logotipo clássico do grupo e dezenas de capas para seus álbuns. Dean disse que a banda sempre nomeou os álbuns de acordo com o estado psicológico coletivo. Portanto, a capa de Fragile (frágil, em inglês) precisava ser algo muito literal.

A ideia inicial da banda era que a imagem fosse de uma peça de porcelana, mas Dean elaborou a imagem de um planeta delicado, à beira do colapso. Para unir os dois conceitos, o artista simulou rachaduras na ilustração, criando assim uma das capas mais famosas da história do rock progressivo.

12. Dangerous – Michael Jackson

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Capa do álbum “Dangerous” (Michael Jackson), por Mark Ryden

Ano de Lançamento: 1991

Arte da Capa: Mark Ryden

O Rei do Pop contribuiu de forma inestimável para vários campos da arte, como a música, dança e cenografia. No álbum Dangerous, Michael Jackson também abriu espaço para que Mark Ryden pudesse revolucionar o design com uma capa histórica.

A arte da capa deste álbum é carregada de elementos gráficos e ilustrações, e destaca os olhos de Michael Jackson no topo da figura. Inspirado por cartazes de divulgação circense, Mark Ryden representou vários momentos marcantes da carreira profissional e da vida pessoal do astro.

13. Here, My Dear –  Marvin Gaye

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Capa do álbum “Here, My Dear” (Marvin Gaye), por Marvin Gaye

Ano de Lançamento: 1978

Arte da Capa: Michael Bryan

Here, My Dear é o 15º álbum de estúdio da carreira de Marvin Gaye. O músico se inspirou em seu próprio divórcio para criar o projeto. O designer responsável pela arte da capa, Michael Bryan, desenvolveu o conceito e criou uma das capas mais memoráveis da história do funk.

A capa frontal exibe uma pintura de Marvin Gaye vestido com uma toga neo-romana — uma ideia do próprio músico. Várias palavras estão dispostas no templo que compõe o cenário do gráfico: love, marriage, matrimony e judgment (amor, casamento, matrimônio e julgamento, em inglês); descrevendo a realidade pessoal de Marvin Gaye.

14. Disraeli Gears – Cream

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Capa do álbum “Disraeli Gears” (Cream), por Martin Sharp

Ano de Lançamento: 1967

Arte da Capa: Martin Sharp

O período de atividade do Cream foi de apenas dois anos (de 1966 a 1968), mas esse tempo foi o suficiente para revelar as lendas Ginger Baker, Jack Bruce e Eric Clapton para o mundo, além de um design que entrou para a história das capas de disco: Disraeli Dreams, por Martin Sharp.

Você já ouviu falar de coincidências que acabam se transformando em fatos incríveis? Pois é, foi exatamente o que aconteceu neste caso. O designer australiano Martin Sharp morava no mesmo prédio que o guitarrista Eric Clapton em Chelsea, na Inglaterra. O encontro casual resultou em uma das capas que capta com maior perfeição o movimento psicodélico dos anos 60. A arte gráfica de Disraeli Dreams chama a atenção logo à primeira vista: cores vibrantes e uma paleta de baixo contraste, carregada arranjos florais e outros elementos visuais.

15. The Division Bell – Pink Floyd

15 Pink Floyd

Capa do álbum “The Division Bell” (Pink Floyd), por Storm Thorgerson

Ano de Lançamento: 1994

Arte da Capa: Storm Thorgerson

A parceria entre Pink Floyd e o designer Storm Thorgerson é umas das maiores e mais bem-sucedidas da indústria musical. Foram 15 projetos entre 1968 e 2007, incluindo alguns dos álbuns mais famosos de todos os tempos, como Animals, Wish You Were Here e, claro, The Dark Side of the Moon. O álbum The Division Bell foi lançado após a saída do baixista, vocalista e compositor, Roger Waters, mas isso definitivamente não influenciou em nada no trabalho incrível de Storm Thorgerson.

Thorgerson ergueu duas cabeças gigantes de metal em um campo aberto e fotografou a cena. O efeito visual é incrível, porque é possível visualizar as duas cabeças de forma separada ou, de outro ponto de vista, como um rosto único e simétrico, formado pelas duas peças. Atualmente, as esculturas originais fazem parte da exibição do Museu do Hall da Fama do Rock and Roll, em Cleveland (EUA).

16. Script for a Jester’s Tear – Marillion

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Capa do álbum “Script for a Jester’s Tear” (Marillion), por Mark Wilkinson

Ano de Lançamento: 1983

Arte da Capa: Mark Wilkinson

Para praticamente qualquer designer de capas de disco, é possível dizer que trabalhar com Marillion, Iron Maiden e Judas Priest é a mesma coisa que entrar no Olimpo do rock britânico. Mark Wilkinson começou sua carreira de sucesso com uma de suas principais obras: Script for a Jester’s Tear.

Mesmo sem ter ouvido sequer uma música do álbum, Wilkinson conseguiu imprimir a identidade da trilha sonora no projeto gráfico com precisão. A ideia do vocalista da banda, Fish, era representar um escritor frustrado em seus aposentos. Wilkinson desenvolveu o conceito e entregou uma obra-prima: a ilustração de um bobo da corte entristecido, tocando violino em meio a um quarto bagunçado, utilizando detalhes minuciosos e um esquema de cores que simula a iluminação do ambiente pela luz natural.

17. Asia – Asia

17 Asia

Capa do álbum “Asia” (banda homônima), por Roger Dean

Ano de Lançamento: 1982

Arte da Capa: Roger Dean

A união de músicos consagrados em bandas como Uriah Heep, Yes, ELP e King Crimson, que formaram o Asia, atraiu a atenção da crítica e do público para o álbum de estreia, que leva o nome do próprio grupo. O designer responsável pelo projeto gráfico da capa foi Roger Dean, aclamado pelos trabalhos em parceria com os mesmos músicos.

Famoso por criar ilustrações de mundos fantásticos e criaturas mágicas, Roger Dean manteve-se fiel ao próprio estilo em Asia. A capa deste álbum mostra um dragão aquático emergindo do mar com uma esfera prateada. O design, que apresenta uma diversidade espetacular de tons azuis, retrata a aura mística do rock progressivo do Asia.

18. Tattoo You – Rolling Stones

18 Rolling Stones

Capa do álbum “Tattoo You” (Rolling Stones), por Peter Corriston

Ano de Lançamento: 1981

Arte da Capa: Peter Corriston

Tattoo You é o 16º álbum de estúdio dos Rolling Stones, lançado mais de 20 anos após a formação da banda. Para elaborar o visual do disco, a banda convidou novamente Peter Corriston, que já havia trabalho em Some Girls e Emotional Rescue.

A capa exibe o vocalista Mick Jagger com o rosto coberto por tatuagens, em referência ao nome da obra. O pano de fundo vermelho contribui muito para um efeito chamativo, que atrai o olhar do espectador para o jovem Jagger, exibido em preto-e-branco no centro do design. Tattoo You venceu o Grammy de 1982, na categoria de Melhor Capa de Álbum.

19. Back in Black – AC/DC

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Capa do álbum “Back in Black” (AC/DC), por Bob Defrin

Ano de Lançamento: 1980

Arte da Capa: Bob Defrin

Back in Black foi o primeiro álbum do AC/DC após o falecimento do vocalista Bon Scott. Apesar de terem considerado encerrar as atividades do grupo, os membros do AC/DC escolheram Brian Johnson como sucessor de Scott e lançaram este álbum em homenagem ao amigo. O sucesso de Back in Black é monumental: aproximadamente 49 milhões de cópias vendidas, mais do que qualquer outro disco de rock ‘n’ roll.

A capa de Back in Black precisava transmitir a ideia de luto pelo amigo e ex-vocalista, Bon Scott. A missão foi cumprida com maestria pelo designer Bob Defrin: a cor preta predomina a arte, que apresenta o nome da banda e da obra de forma sóbria e direta. O design da capa deste álbum é uma aula de minimalismo, um exemplo perfeito de como o espaço negativo pode transmitir muito mais ideias do que alguns imaginam.

20. Alagoas – Alagoas

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Capa do álbum “Alagoas” (banda homônima), por Alex Trochut

Ano de Lançamento: 2015

Arte da Capa: Alex Trochut

O Brasil não tem um representante na categoria Melhor Capa de Álbum do Grammy desde 1965 — com Getz/Gilberto, do guitarrista João Gilberto — mas com certeza ficamos honrados com a indicação da banda de indie rock Alagoas, em 2016. O grupo americano adotou o nome do estado nordestino após uma visita ao Brasil.

A capa do álbum, que também se chama Alagoas, foi criada pelo renomado designer Alex Trochut. A arte apresenta a sobreposição de vários elementos coloridos em um pano de fundo branco. O nome do projeto é destacado em preto, em meio a “chuva” de cores.

21. Getz/Gilberto – Stan Getz e João Gilberto

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Capa do álbum “Getz/Gilberto” (Stan Getz e João Gilberto), por Olga Albizu

Ano de Lançamento: 1964

Arte da Capa: Olga Albizu

Falando em representatividade brasileira na categoria Melhor Capa de Álbum do Grammy, é impossível esquecer Getz/Gilberto. A dupla, composta pelo guitarrista brasileiro João Gilberto e o saxofonista americano Stan Getz, lançou esta obra-prima em 1964.

Além do sucesso musical com a faixa The Girl From Ipanema (A Garota de Ipanema, em inglês), Getz/Gilberto chamou atenção pelo projeto gráfico da artista porto-riquenha Olga Albizu. Seguindo seu próprio estilo expressionista abstrato, Olga criou uma capa marcante para a dupla de músicos. Os tons vibrantes de vermelho, laranja e amarelo no canto inferior direito da arte acrescentam ainda mais originalidade à obra.

22. Powerslave – Iron Maiden

22 Iron Maiden

Capa do álbum “Powerslave” (Iron Maiden), por Derek Riggs

Ano de Lançamento: 1984

Arte da Capa: Derek Riggs

Todos os discos do Iron Maiden apresentam o mascote da banda, Eddie, caracterizado de acordo com o tema de cada obra. Derek Riggs, o designer responsável pela criação da representação gráfica de Eddie, também assinou os projetos de várias capas do Iron Maiden, incluindo Powerslave.

O álbum é carregado de referências a história e mitologia egípcia, o que explica a inspiração da capa fantástica de Riggs. Na arte, Eddie é apresentado como peça central de uma pirâmide faraônica. A obra apresenta uma quantidade de detalhes impressionante. É possível contemplar a superfície, a pirâmide, o céu, bem como estátuas de esfinges e outros elementos da cultura do Egito Antigo.

23. The Resistance – Muse

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Capa do álbum “The Resistance” (Muse), por La Boca

Ano de Lançamento: 2009

Arte da Capa: La Boca

O álbum The Resistance é o quinto lançamento de estúdio do Muse. Além de inúmeros prêmios pelo conteúdo, a banda de rock alternativo também ganhou destaque pela arte da capa, criada pelo estúdio La Boca.

A arte da capa de The Resistance é um show de cores. Ela exibe um conceito geométrico do universo, com uma pista em amarelo que leva um homem à Terra. A arte venceu o prêmio Best Art Vinyl de 2009.

24. Captain Fantastic and The Brown Dirt Cowboy – Elton John

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Capa do álbum “Captain Fantastic and The Brown Dirt Cowboy” (Elton John), por Alan Aldridge

Ano de Lançamento: 1975

Arte da Capa: Alan Aldridge

Captain Fantastic and The Brown Dirt Cowboy é uma autobiografia das carreiras do astro Elton John e do compositor Bernie Taupin. A capa foi criada pelo designer Alan Aldridge.

A arte mostra o personagem principal — Captain Fantastic (Capitão Fantástico, em inglês) — no centro, cercado por criaturas misteriosas. A cor predominante é o marrom, em alusão ao Brown Dirt Cowboy (Caubói da Poeira Marrom, em inglês). No topo, o destaque fica com o título da obra, que é exibido em vermelho e amarelo.

25. The Dark Side of the Moon – Pink Floyd

25 Pink Floyd

Capa do álbum “The Dark Side of the Moon” (Pink Floyd), por Hipgnosis

Ano de Lançamento: 1973

Arte da Capa: Hipgnosis

Por fim, mas não menos importante, a icônica arte visual de The Dark Side of the Moon. O prisma no centro da capa é um dos símbolos musicais mais famosos de todos os tempos. O conceito e a execução da obra gráfica ficou por conta do grupo Hipgnosis, composto na época por Storm Thorgerson e Aubrey Powell.

A inspiração para esta capa lendária partiu de uma fotografia em preto-e-branco de um prisma, a ilustração clássica da dispersão da luz branca na Física. Storm Thorgerson disse que o conceito representa a própria complexidade das músicas do álbum, além de um desafio da própria banda para que ele criasse uma capa baseada em artes gráficas, e não em fotografias, como de costume.

Agora é a sua vez

Todas as capas citadas neste post foram escolhidas para inspirar você a criar uma capa de álbum para a sua banda ou playlist.

Se os seus dedos já estão formigando para libertar toda a sua criatividade, acesse o Canva e confira todos os modelos de capa de álbum que disponibilizamos a você gratuitamente, como estes aqui:

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